terça-feira, 26 de julho de 2011
Ser Anglicano/a Significa...
Ser parte da Igreja Católica de Cristo, sem excluir ou isolar-se de outros cristãos. Participando da vida do povo de Deus, com suas alegrias e tristezas. Pertencer a uma comunidade onde cada pessoa é respeitada em sua individualidade e pode utilizar os seus talentos.
Apresentar uma teologia baseada nas Escrituras Sagradas e na Tradição, coerente com a inteligência e com a razão. Estar disposto a celebrar a unidade na diversidade. Considerar com serenidade as Escrituras Sagradas, sem crer que cada passagem deva ser interpretada literalmente. Preferir a liberdade em Cristo, mais do que a uniformidade de opiniões.
Sentir devoção e reverência pelos Sacramentos, sem tentar definir cada ponto desses grandes mistérios. Conceber o ministério, como dever e privilégio de todos os batizados. Insistir na moralidade (aquilo que é bom edifica) e evitar o moralismo (que define a salvação decorrente de uma conduta e não pela obra de Cristo). Ser parte de uma história antiga e sagrada, que se renova a cada dia. Crer que a Igreja é de todos e que todos tem o privilégio de sustentá-la segundo a possibilidade de cada um. Participar da administração e do governo da Igreja segundo a ordem estabelecida. Pertencer a uma família internacional, intercultural e inter-racial que, por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último rincão da Terra.
(Texto afixado na entrada da Catedral de Cantuária, Inglaterra)
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Conhecendo a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Perguntas que mais nos fazem
Quem fundou a Igreja Anglicana?
A resposta encontrada nos livros de história de que foi Henrique VIII não corresponde à verdade, pelo simples fato de que o controvertido rei não podia fundar algo que já existia. A resposta correta é Jesus Cristo... (consulte: www.dasp.org.br e veja a resposta completa e fundamentada).
A Igreja Anglicana é católica ou protestante?
Temos a tradição católica “Universal”, porém reformada. A Igreja Anglicana é aberta, liberal e democrática, onde os elementos se conjugam e se completam. Temos então liberdade de prestarmos culto a Deu, de acordo com o espírito de cada comunidade. A Igreja procura equilíbrio harmonioso entre a nossa preciosa herança Anglicana e as necessidades do presente momento, sem esquecermos que somos uma Igreja católica que é, e deve ser, continuamente reformada, sem perder, contudo, os valores perenes e fundamentais da tradição Cristã. Nossa Igreja é católica para toda a verdade de Deus e protestante contra todos os erros dos homens. (Livro de Oração Comum. p.10). “De modo que nem o que planta, nem o que rega tem importância, mas sim Deus, dá o crescimento” (I Coríntios 3.7).
Por que os divorciados se casam nesta Igreja?
Porque Deus não nos quer ver sofrer, não nascemos para viver uma vida infeliz. Quando um dos cônjuges “mata” o casamento com traições, mentiras, humilhações e violência, nossa Igreja ama, acolhe e oferece uma nova vida a quem busca se erguer em Cristo, que disse: “Eu vim para que todos tenham vida” (São João 10.10)
Os ministros ordenados podem se casar:
Ninguém é obrigado a se casar ou não se casar, pois isso não é questão para salvação. A Igreja não obriga os seus reverendos a serem celibatários.
Quem pode comungar na Igreja Anglicana?
Foi o Senhor Jesus quem institui a Eucaristia na noite da última Ceia. Cristo não fez distinção de pessoas, quem somos nós para fazer? Qualquer pessoa batizada em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em qualquer Igreja Cristã, tem o Altar Anglicano como mesa aberta para receber o Corpo e o Sangue do Senhor Jesus. Tudo isso por obra da misericórdia Dele, que afirmou: “Não julgueis e não sereis julgado” (São Lucas 6.37)
E quanto aos métodos anticoncepcionais?
O casal deve decidir o que é melhor para sua família, sempre acompanhado de um planejamento apoiado pela ciência, que é Dom de Deus para a humanidade. Nossa Igreja não despreza o uso da razão e da investigação cientifica e na sua longa história, a pastoral da Igreja Anglicana respeita a liberdade individual e não determina automaticamente que os seus membros tem de fazer isso ou aquilo. Mas que, para o seu próprio bem, devem seguir os ensinamentos da Igreja e decidir por sim mesmos sobre o caminho a tomar: “Examinai todas as coisas, retende o que é bom” (Tessalonicenses 5.21).
A igreja Anglicana tem diálogo com outras igrejas?
A Igreja Anglicana é essencialmente ecumênica. Em muitas coisas sobre a fé e doutrina há diálogo com outras Igrejas: Luterana, Metodista e Católica Romana. A Igreja respeita as características de cada Igreja cristã, mas também tem sua identidade própria.
Mais dúvidas?
Consulte nosso site www.dasp.org.br
E perguntas pelo e-mail: dasp@dasp.org.br
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Diocese Anglicana de São Paulo – Rua Borges Lagoa, 172 – Fone: 5549.9086.
(Transcrito de folheto da Catedral Anglicana de São Paulo – Rua Com Elias Zarzur, 1239
São Paulo, 04736-000 (0xx)11 5686-2296 http://www.catedral-anglicana.org.br)
sábado, 2 de julho de 2011
A Importância da Oração
"A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem."
Agostinho de Hipona (354-430 d.C)
"Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (I Ts. 5.17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cesses de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."
Agostinho de Hipona (354-430 d.C)
"Atualmente estou tão ocupado que não posso passar menos de quatro horas por dia na presença de Deus."
Martinho Lutero (1483-1546)
"A oração é o antídoto para todas as nossas aflições."
João Calvino (1509-1564)
"Que melhor guia poderemos encontrar para oração além do exemplo do próprio Cristo? Ele se dirigiu diretamente ao Pai. O apóstolo nos mostra o que devemos fazer, quando diz que Ele endereçou Suas orações Àquele que era capaz de livrá-lO da morte. Com isso ele quer dizer que Cristo orou corretamente, visto que recorreu ao Deus que é o único Libertador."
João Calvino (1509-1564)
"Quando buscamos a Deus em oração, o diabo sabe que estamos querendo mais poder para lutar contra ele, e por isso procura lançar contra nós toda a oposição que é capaz de arregimentar."
Richard Sibbes (1577-1635)
"Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração."
John Bunyan (1628-1688)
"A oração fará o homem parar de pecar, ou o pecado o seduzirá a parar de orar."
John Bunyan (1628-1688)
"Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar."
Matthew Henry (1662-1714)
"Se alguns cristãos que se tem queixado de seus ministros, tivessem dito e agido menos diante dos homens e tivessem aplicado a si mesmos com todo o seu poder clamar a Deus pelos seus ministros - teriam, por assim dizer, levantado e agitado o céu com as suas orações humildes, fervorosas e incessantes em favor deles, e teriam tido muito maior sucesso."
Jonathan Edwards (1703-1758)
"Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus."
John Wesley (1703-1791)
"Tenho passado dias e até semanas prostrado ao chão, orando, silenciosamente ou em voz alta."
George Whitefield (1714-1770)
"A oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra."
Robert Law (1788-1874)
"O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais."
Robert Murray McCheyne (1813-1843)
"Que seu molho de lã fique na eira da súplica até que seja molhado com orvalho do céu."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)
"Sussurros que não podem ser expressos em palavras são freqüentemente orações que não podem ser recusadas."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)
"A oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo pode nos ensinar. Ele é o doador de todas as orações. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não pode, é que realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em tuas súplicas e teu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)
"Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta Terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração. Você descobrirá que a oração é a força poderosa que tem movido não somente a mão de Deus, mas também o homem."
D.L. Moody (1837-1899)
"As minhas orações não mudam a Deus, mudam a mim mesmo."
C.S. Lewis (1898-1963)
"A boa pregação nasce da boa oração."
John Piper (1946)
"A oração é o meio escolhido por Deus para realizar os Seus propósitos soberanos através de homens submissos."
André Aloísio
"Deus não faz a nossa vontade quando essa se opõe à vontade d'Ele, mas somente quando está em harmonia com ela."
André Aloísio
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Fonte: http://teologia-vida.blogspot.com/ via http://dlgrubba.blogspot.com/
Imagem: josilevai.blogspot.com
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Piedade Anglicana
Dom Luiz O. P. Prado, sub-prior da Congregação de Oblatos Anglicanos de São Bento -OASB e membro da Câmara dos Bispos da IEAB.
"Portanto, santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Guardai os meus mandamentos, e cumpri-os: Eu sou o Senhor que vos santifico". Levítico 20:7-8
A piedade Anglicana é uma das marcas que herdamos da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. É um carisma derivado da Encarnação de Deus em nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, sendo Católica, a piedade Anglicana é uma espiritualidade encarnada. Vivemos como povo do Sacramento dos santos mistérios do Corpo e Sangue do Senhor. Igreja Eucarística, ela nutre e desenvolve em seus filhos um viver atento - de escuta, obediência e resposta. Reconstituímos em nós o ideal anglicano do "viver e morrer santamente", em meio ao que há de mais crucial neste mundo humano, individualista, injusto e violento.
A Igreja não resulta de "atividades". Sua motivação primeira não a de ser "humanitária". Ela é anunciadora e a guardadora da revelação de Deus. Mãe e Mestra, vive e trabalha com os santos mistérios de Deus. Não somos "imago Dei" porque temos carne e sangue! Antes, recebemos em nós a "faísca" divina, o poder do uso da razão, a capacidade de escolha e o dom do amor. Todos, de uma ou de outra forma, refletimos algo de Deus. Por Ele fomos criados para uma vida de comunhão, com Ele mesmo e uns com os outros.
Pelos olhos da fé, olhamos para o Senhor e antevemos o que o ser humano pode ser - o que Deus espera sempre de nós. Ao mesmo tempo contemplando o Cristo, discernirmos os traços do rosto do Pai. É aí que a Fé Cristã fica sozinha. Central é, para nós, a certeza de que Deus se fez homem. Em Cristo vemos o que Deus oferece à humanidade - e o que a humanidade pode esperar de Deus.
Sem uma firme convicção na santa Encarnação de Deus, e na consequente vida sacramental da Igreja, não pode haver verdadeira paz, justiça, saúde, integridade da Criação, esperança e boa vontade entre os seres humanos. Não temos, como cristãos, andado o caminho todo. Não temos pronunciado "Creio" com total convicção. O ato da fé é dom de Deus, pelo qual precisamos rezar e pedir. O "ethos" litúrgico anglicano, nutrido e discipulado pelo Livro de Oração Comum, é nossa fonte mais eficaz para uma fé adulta, santa e contemporânea.
"Nada há que santifique tanto o coração, que nos guarde em amor, oração e alegria habitual em Deus; nada que seja capaz de aniquilar as raízes do mal em nossa natureza, que renove e aperfeiçoe tanto as nossas virtudes, que nos encha de tanto amor, bondade e caridade para com todas as criaturas - como esta fé de que Deus está sempre presente em nós, com Sua luz e seu Santo Espírito". William Law, teólogo ascético anglicano (1686-1761
domingo, 27 de março de 2011
Bons motivos para contribuir com o dízimo

1. Dízimo: reconhecer que tudo é de Deus
Tudo o que somos e temos tem um único dono: Deus. Nós apenas administramos o que Dele recebemos (Gn 1.26-28). Contribuir com o dízimo é uma atitude de amor de quem é grato a Deus. Contribuir com o dízimo é devolver a Deus uma pequena parte do muito que Ele nos dá.
2. O dízimo é bíblico
Contribuir com o dízimo é cumprir o preceito bíblico de viver o amor, a generosidade com os irmãos. Não foi a Igreja que inventou o dízimo. Ele é a reposta do homem e da mulher à bondade e à misericórdia de Deus.
3. O dízimo é um ato de amor: aproxima-nos de Deus
Contribuir com o dízimo é um ato de consciente devolução a Deus, feito em espírito de fé. É entrega, não só de dinheiro ou de bens, e sim da própria vida, com suas alegrias e tristezas, decepções e esperanças, derrotas e vitórias. O dízimo se torna, deste modo, uma oração, um ato de Amor a que agrada a Deus, tornando-se para nós uma fonte de bênção.
4. O dízimo é partilha que vence o egoísmo
O amor, a fraternidade, a generosidade e a partilha, são encontradas na Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Contribuir com o dízimo é abrir o coração e a vida, partilhando livremente, com alegria, o que se tem, mesmo quando se tem pouco. Só quem é generoso dá o dízimo. O egoísta, por enxergar apenas a si mesmo, não sabe ser grato, nem conhece o valor e a alegria da partilha.
5. O dízimo não é esmola: é dever de justiça
Quem contribui com o dízimo não da um favor à Igreja. Está, sim, assumindo o seu lugar na comunidade, como membro vivo e responsável.
6. Pelo dízimo ajudamos à Igreja em sua missão evangelizadora
Quem oferta o dízimo, torna-se evangelizador, mesmo que não possa ou não saiba pregar. O ato com o dízimo por si é um ato evangelizador.
7. Dízimo ajuda a formar a comunidade
Contribuir com o dízimo é solidarizar-se com os demais membros da comunidade e com as demais Paróquias da Diocese.
O dízimo cria a comunhão fraterna na Família de Deus, Deus é nosso Pai e nós somos os filhos. Somos uma família e todos unidos estamos ligados à comunidade, que é a Igreja de Jesus. Isto é missão, e a Dimensão Missionária é uma das dimensões em que o dízimo busca (Nm 18.20-32; I Co 9.4-14). Nessa dimensão missionária estão o Bispado, Seminários além dos gastos para a evangelização dos missionários, bispos, sacerdotes, leigos, etc. Conforme os dons recebidos de Deus.
8. Dízimo: Celebração da vida e da fé
Contribuir com o dízimo é ajudar a manter e cuidar da Igreja, a casa de oração da comunidade (Ne 10.33-40). É com o dinheiro do dízimo que se adquire os vasos sagrados, velas do altar, as flores, vinho, hóstias, livros, Bíblias, sons, folhetos litúrgicos, gastos para manutenção e organização da Igreja (luz, água, telefone, funcionários, etc.) e tudo mais que é necessário para celebrar o culto a Deus.
9 Todas as pastorais dependem do dízimo
O dízimo é uma pastoral. A catequese, a formação dos jovens, a preparação dos agentes de pastoral, coordenadores e líderes comunitários, as diversas atividades que desenvolvem os dons e os colocam a serviço de Deus e dos irmãos, dependem dos recursos materiais. O dízimo é quem fornece estes recursos. O dízimo ajuda a construir a Igreja viva.
10. É do dízimo que os sacerdotes, diáconos retiram o seu sustento
Contribuir com o dízimo é auxiliar no sustento dos ministros ordenados para o serviço à comunidade.
Comunidade consciente é a que se preocupa com os seus sacerdotes, diáconos. Eles têm o direito de receber um salário digno (Lc 10.7; I Co 9.13-14; I Tm 5.17).
11. Pelo dízimo, os pobres são assistidos e promovidos
Trata-se da dimensão Social do Dízimo (Dt 14.22-29; Dt 26.12-15; Mt 25.31-46)
Contribuir com o dízimo é colocar-se à disposição dos mais pobres, vendo neles o próprio Jesus. Em cada comunidade uma parte do dízimo deve ser destinada em favor dos mais carentes. Eles têm direito ao nosso amor e à nossa solidariedade. Aqui está o trabalho da promoção humana.
(Adaptado – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Diocese de Santo André – ICAR).
Imagem: http://www.paroquiasantaritadecassia.org/anuncio/index.php/2009/06/10-boas-razoes-para-tornar-se-um-dizimista/
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Terceira Vela do Advento
Oficiante: Acendemos hoje a terceira vela do Advento e, com ela, lembramos a luz de Deus que brilha em nossas vidas.
Povo: O povo que andava nas trevas viu grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma Luz brilhou sobre eles (Isaías 9.1)
Povo: O povo que andava nas trevas viu grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma Luz brilhou sobre eles (Isaías 9.1)
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Sodalício do altar

O zelar pelo altar do Senhor, tem que ser considerado como um privilégio e um ministério de toda a pessoa que se sinta chamada pelo Espírito Santo a oferecer seus talentos ao serviço do Senhor num espírito de disciplina, piedade e cooperação.
Comumentemente o Sodalício do Altar é exercido pelas mulheres da igreja, mas pode-se realizado por ambos os sexos sem distinção.
É um privilégio porque se pode arranjar, cuidar, limpar os linhos e vasos sagrados, arrumar a casa do Senhor para prestarmos culto que lhe é devido.
É um ministério porque o responsável pode preparar o altar que é a Mesa de Deus sobre o qual é celebrada a Santa Eucaristia, mistério de Deus para a salvação de todos aqueles que dela participam.
Por isso é importante que o trabalho do zelador ou zeladora do altar, seja feito com devoção e respeito pelo lugar e objetos sagrados.
A oração forma o verdadeiro clima de reverencia e consagração pessoal, em que as atividades devem ser realizadas.
O Sodalício do Altar existe para auxiliar o Clero, portanto deve existir um clima de respeito e harmonia entre a opinião do pároco e os membros do sodalício, cabendo ao sodalício seguir sempre a orientação de seu pároco ou pároca.
Cada componente do Sodalício deve dedicar-se ao seu mister, como uma oferta a Deus, a quem somente se oferece o melhor que se possui. Na Casa de Deus são absolutamente essenciais o perfeito asseio e pontualidade, manifestações externas do espírito de lealdade e devoção.
O Sodalício do Altar deve procurar ser discreto, quase sem ser notado pela congregação, pois quanto mais modesto for um componente do sodalício, mais valioso será o seu trabalho.
Atribuições do Sodalício do Altar
• - Limpar e arranjar o altar.
• Preparar os linhos e vasos sagrados para a Comunhão.
• Mudar os antepêndios, conforme a cor litúrgica da quadra.
• Providenciar e arranjar as flores para ornamentação do Templo.
• Limpar os castiçais e arrumar as velas.
• Cuidar para não faltar os elementos para a Comunhão.
• Cuidar da limpeza e ordem da vestiária e da sacristia.
• Observar o calendário de atividade da paróquia durante o mês.
• Preparar a Pia Batismal na ocasião do Santo Batismo.
As Cores Litúrgicas
Os seguidores de nosso Senhor esforçam-se por viver como Ele deseja que vivamos. Um bom modo de pensar nele e nos seus ensinos é recordar essas coisas, fazendo que em certas ocasiões sejam recordados determinados fatos e, depois outros. Alguns, são episódios felizes, e assim usamos o branco para o nascimento e a ressurreição de Cristo. O vermelho é cor que evoca fogo e sangue e, por isso usamos essa cor para lembrar os santos que morreram em Cristo. Roxo é cor de arrependimento, e é usado pára recordar nossos pecados e que nos entristecem. Assim, temos as estações do ano cristão, elas seguem a vida de Cristo.
Estações no Ano Cristão
1. Advento: É a primeira estação, e anuncia a vinda de Cristo. São quatro domingos antes do natal.
Cor: Roxo: Significando penitência e preparação. (Ultimamente tem sido costume utilizar-se do azul)
2. Natal: É a segunda estação, quando comemora-se o nascimento de Cristo.
Cor: Branco: Significando alegria, festa.
3. Epifania: Relembra que Jesus veio para ajudar o mundo inteiro.
Cor: Branca na semana da Festa e verde no restante da estação.
4 Quaresma: Relembra que nosso Senhor jejuou 40 dias e 40 noites no deserto e foi tentado. Leva a fazer penitência, a jejuar, a entristecer com nossos pecados e a buscar um crescimento espiritual mais intenso.
Cor: Roxo, significando penitência e preparação.
5. Páscoa: É ocasião de júbilo, pois Cristo ressurgiu dentre os mortos.
Cor: Branco, significando alegria, festa.
6. Ascensão: Nos lembra que Jesus subiu para junto do Pai. Tem a duração de um domingo.
Cor: Branca, significando pureza
7. Pentecostes: Nos lembra a vida do Espírito Santo. Tem a duração de três dias.
Cor: Vermelho, significando as línguas de fogo.
Trindade: Nela recordamos e estudamos os ensinos de nosso Senhor. É a mais longa estação e tem a duração de 24 domingos.
Cor: Verde durante a quadra, mas branco no dia da festa.
Adaptado a partir de um folheto sobre sodalício do altar da UMEAB – s/d
Fonte Imagem:www.coroinhascst.com.br/images/altar.jpg
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