terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ordem das Filhas do Rei

Ordens Anglicanas
 
Quem são as Filhas do Rei
A Ordem das Filhas do Rei foi estabelecida por um grupo de mulheres na cidade de Nova Iorque, no ano de 1885. Essas mulheres, lideradas por Margaret J. Franklin, quiseram realizar plenamente os votos que haviam feito em sua confirmação de “Trabalhar, orar e doar-se para a extensão do Reino de Deus.”
Com o passar dos anos, a Ordem foi crescendo e se espalhando por todo o território americano, alcançando também outros países onde a Igreja Episcopal está presente. Nos últimos cinco anos teve um crescimento surpreendente, não só nos Estados Unidos, mas principalmente na América Central e vários países da África.
A missionária e Filha do Rei, Patrícia Powers, chegou ao Brasil em 1979 e, com o apoio do Bispo Dom Agostinho Sória, iniciou no Brasil, em 1981, o primeiro capítulo da Ordem, na cidade do Rio de Janeiro. Mais tarde, com a transferência da Revda. Patrícia para a Diocese Meridional, teve início o Capítulo Gloria Dei, na Diocese Anglicana de Pelotas.
A Ordem foi instituída em nossa Diocese no dia 11 de agosto de 1991, na Paróquia da Ascensão. Nesta ocasião, foram admitidas pelo Bispo Diocesano, Dom Cláudio Vinícius de Senna Gastal, quatro anglicanas de diferentes paróquias, formando o Capítulo Diocesano Ora et Labora.
Aos poucos, a Ordem foi crescendo. Por ocasião da 1ª Assembléia Nacional, em Porto Alegre, outubro de 1995, o Capítulo Ora et Labora dividiu-se em quatro: Ascensão do Senhor, na Paróquia da Ascensão; Cristo Redentor, na Paróquia do Redentor; São Lucas, na Paróquia São Lucas, em Canoas; Todos os Santos, na Paróquia de Todos os Santos, em Novo Hamburgo. Em 2001 foi instalado, na Paróquia da Trindade, em São Leopoldo, o Capítulo Ss. Trindade.
Presentemente, somos quarenta Filhas do Rei na Diocese Meridional.
Nossa Razão de Ser
Nossa Regra de Vida

Uma Filha do Rei se compromete a uma vida de oração, serviço e ao fortalecimento espiritual de sua paróquia ou missão.
Semelhante a outras ordens religiosas, a Ordem das Filhas do Rei tem uma Regra de Vida: Oração e Serviço diários.
Na Regra de Oração, fazemos votos de orar diariamente pelo crescimento espiritual de Igreja e por todos que necessitam. Na Regra de Serviço, fazemos votos de participar regularmente na adoração, estudo e obra da Igreja.
Como Organizar um Capítulo
Três ou mais mulheres comungantes, prontas a aceitar a Regra de Vida e o regulamento da Ordem, podem formar um capítulo. É possível que as mulheres de sua paróquia não saibam que existe esta Ordem. Pense na possibilidade de formar um capítulo e sugira isto a elas. As reuniões de orção nos tornam mais unidas e mais fortes.
O capítulo deve reunir-se para oração e estudo no mínimo uma vez por mês, participar das Assembléias Diocesanas duas vezes por ano, e da Assembléia Nacional de três em três anos, sempre que possível.
Peça a uma Filha do Rei que visite seu grupo para falar sobre a Ordem e responder a possíveis perguntas.
Emblema
O emblema da Ordem é uma cruz grega de prata, que seus membros usam. A inscrição “Magnanimiter Crucem Sustine”, traduzida em termos gerais, significa: “Com coração, mente e espírito sustentar e apoiar a Cruz.”
Serviço
Um Capítulo da Ordem das Filhas do Rei em sua paróquia pode prestar inúmeros serviços, como:
  • Orar por você e seu ministério diariamente.
  • Organizar grupos de oração, que podem ser chamados em horas de preocupação ou emergência.
  • Visitar os recém chegados.
  • Visitar os enfermos ou idosos.
  • Ajudar nos ofícios.
  • Ajudar em programas para a comunidade.
Oração da Ordem das Filhas do Rei
Pelo Amor de Cristo
Sou apenas uma,
mas sou uma.
Não posso fazer tudo,
mas posso fazer
alguma coisa.
O que posso fazer,
devo fazer.
O que devo fazer,
pela graça de Deus
o farei.
Senhor,
que queres
que eu faça?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Acolhida – 4º Domingo do advento

Celebrante: Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
Povo: Bendito seja o seu Reino, agora e sempre. Amém.
Celebrante:  Estejam sempre alegres em suas vidas no Senhor. Repito: Alegrem-se. O Senhor virá logo (Fl 4.4-5).
Povo: Amém. Vem, Senhor Jesus. (Ap 22.20).
Oficiante:  Ao acendermos estas quatro velas, no último domingo do Advento, pensamos na Virgem, a Mãe de Jesus e em seu esposo, José.
Todos:  Ninguém esperou o Senhor com maior ânsia, com mais ternura e mais amor; ninguém O recebeu com mais alegria.
Oficiante:  Maria, nome de mulher, um nome de mãe, porque um dia, uma jovem da Palestina se abriu e acolheu sem cálculos, sem discussões, a Palavra de Deus.
Todos:  Em Maria Deus veio aninhar-se para escrever com letras de carne a promessa tão esperada.
Celebrante: Vem, Senhor, Jesus, vem depressa! Estamos prontos a acolher-te, prontos a fazer do nosso coração o teu berço de paz; prontos a fazer da nossa vida a tua tenda de abrigo. Como Maria, a Serva do Senhor, e São José, seu esposo, nós também queremos acolher todas as mensagens e sinais de paz que nos dizem que Tu és a Luz de nossas vidas.
(Paróquia Anglicana da Santa Cruz – SP 19/12/2010)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Alegria e agradecimento

Paróquia do cristo salvador – Mauá
Homília - 08.11.2006

Evangelho: São Lucas 17.11-19

Introdução
            O versículo 11 relata que Jesus estava a caminho de Jerusalém e, perto da entrada do povoado, dez leprosos vão ao encontro dele.
O interessante a ser notado, os leprosos não vem gritando: impuro, impuro, palavra que identificava o portador da doença e servia de alerta a todos que se aproximavam, mas diferente disso, clamam Jesus tem compaixão de nós.

A lepra era considerada um castigo de Deus
A lepra era considerada um castigo de Deus (conforme Dt 28.27), os portadores da doença considerados impuros e tinham que estar longe do convívio da sociedade, da família, dos amigos. Era uma vida muito difícil e triste.

Eles pedem por compaixão
Eles pedem por compaixão e, Jesus atende seus clamores e diz: apresentem-se aos sacerdotes, o mestre estava cumprindo o que dizia Levítico 14.1-32. Enquanto caminhavam aconteceu que ficaram curados.

Um dos dez volta e era estrangeiro
Ao perceber-se curado, um dos dez volta, dando glórias a Deus e, jogando-se ao chão, agradece a Jesus.
Interessante é o fato de esse ser um estrangeiro, samaritano, povo desprezado pelos judeus. 

Ele sente-se agraciado
O samaritano sente que recebeu a graça de Deus e percebe o amor de Cristo renovando a sua vida, e procura comunhão com Cristo. Ele aceitou a cura como um presente. Jesus vê o agradecimento como sinal de fé.

Alegria e agradecimento
Ao lado do agradecimento é preciso destacar a alegria expressa no dar “glória a Deus”
Essa alegria era fruto de um coração agradecido e, fé agradecida leva a alegria, pois sem a presença do Cristo, o problema não seria resolvido. Recebe cura e salvação.

Vivemos num mundo auto-suficiente
            Vivemos num mundo autossuficiente, e esta cega o ser humano em relação à necessidade de estar próximo de Cristo e consequentemente ao próximo.
            A reação dos nove indica que encontraram saúde física, mas não experimentaram a fé agradecida e portanto a alegria.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Retrospectiva

Textos Bíblicos: Lm 3.21 e II Tm 4.7 
Chegamos ao final de ano! Dessa forma podemos olhar para trás e ver as bênçãos derramadas por Deus sobre nós. Final do ano é momento propício de fazer uma retrospectiva associada com uma avaliação: Como foi minha vida com Deus esse ano? Busquei agradá-Lo? Como foi minha vida devocional?
A Rede Globo na sexta feira próxima passada fez sua tradicional retrospectiva mostrando os fatos ocorridos nesse ano de 2004, ela foi recheada de tragédias e mortes, porque é o tipo de notícia faz crescer o ibope, falou-se do assassinato de um  casal pela própria filha, a ameaça nuclear, entre outros problemas. Somente tragédias, mortes, destruição, etc. Nós cristãos de uma maneira geral, também temos a mesma tendência: esquecemo-nos das bênçãos e só lembramos daquilo que ocorreu de ruim na nossa vida. Lembramos que perdemos o emprego, mas esquecemos do sustento de Deus, lembramos da morte, mas esquecemos da bênção da vida espelhada em nossas crianças.
Jeremias em Lamentações têm uma tendência diferente: Procura lembrar, trazer a memória (se apegava a isso), àquilo que lhe dava esperança. E o que trazia esperança para o profeta? As misericórdias do Senhor que não têm fim, pois elas se renovam a cada manhã. Jeremias e o povo de Israel estavam vivendo uma situação difícil com a idolatria e a iminência do cativeiro, as lembranças da situação do povo faziam com que ficasse abatido e profundamente triste, mas apesar disso, o profeta procurava lembrar algo que enchia seu coração de esperança: A misericórdia de Deus é eterna. Isso fornecia ao profeta combustível suficiente para caminhar e estar diante do Deus da vida


Olhando para as nossas faltas
O profeta olha para as misericórdias de Deus, mas também afirma: “Por que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor”. (Lm 39-40), ou seja, também olha para seus pecados e procura avaliar sua caminhada e reconhece que pecou: “Nós prevaricamos, e fomos rebeldes:…” (Lm 3.42a).
Como o profeta, além da retrospectiva é fundamental para todos nós fazermos uma avaliação da nossa vida: como foi minha vida com Deus? Procurei no ano de 2003 agradar a Deus? Será que feri alguém através de minhas palavras? Meditei de dia e de noite na palavra de Deus? Tive uma vida de oração? Ajudei o necessitado? Dediquei meu tempo para Deus e seu serviço? Fui um dizimista fiel? Testemunhei Cristo com minha vida?
Todas perguntas fundamentais para pensarmos sobre nosso relacionamento com Deus.
O apostolo Paulo no texto de II Tm 4.7 afirma: “combati o bom combate, completei a carreira e conservei (guardei) a fé” ele avalia sua caminhada e podia dizer que tinha vivido nos preceitos de Deus, testemunhado a fé, fazendo assim a vontade de Deus.


Por fazer uma retrospectiva e uma avaliação
Fazer uma retrospectiva é fundamental para que possamos olhar a para aquilo que nos da esperança ,sabendo que Deus esteve e sempre estará conosco e na luta para sermos a cada dia nova criatura, Deus em sua graça (amor que não merecemos) estará derramando sobre nós o seu Espírito dando forças para prosseguirmos para o alvo, até alcançarmos a estatura de homem perfeito, ou seja, sermos mais parecido com Jesus Cristo.
A avaliação é fundamental para consertamos a nossa vida olhando para os erros do passado e vivermos uma nova vida confiada na graça de Deus.
É necessário esse ano guardar a a palavra de Deus no coração como nos ensina o Salmo 119.11 “ Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti” pois a palavra de Deus guardada no coração influencia nossos pensamentos e ações.
Que de 2005 em diante possamos confiar mais na graça de Deus e trabalhar para o engrandecimento do Reino de Deus.
sermão pregado na Igreja Metodista em Poá em 2004

sábado, 5 de maio de 2012

Oração Sacerdotal de Jesus

Paróquia do cristo salvador – Mauá
Homília - 28.10.1999


Santo Evangelho: São João 17.11-19


            O texto do Santo Evangelho proclamado neste domingo é da chamada “Oração Sacerdotal de Jesus”, é uma oração pública, dirigida naturalmente a Deus, mas destinada também aos ouvintes e, procura orientar, consolar e conscientizá-los da nova situação que irão viver quando Jesus for para junto do Pai.
O texto encontra-se nos “Discursos de despedida”. Nos capítulos posteriores Jesus é preso.
Em sua oração Jesus afirma: “- Eu já não estou no mundo. Eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti” (v11).
Parece que o alvo central se deriva da preocupação de Jesus com a comunidade que ele deixa no mundo. Qual a situação desta comunidade? Ele a define: “Estão no mundo, mas não são do mundo”. Se não são do mundo, de quem então?
Pertencem a Deus e, com isso a Jesus que foi glorificado neles. O mundo não tem mais poder sobre eles. Que mundo é este a qual Jesus se refere? É o mundo dos seres humanos. É o mundo que as pessoas convivem, se relacionam entre si.
É interessante notar que Jesus clama para que Deus não tire os cristãos e cristãs do mundo, mas que os preserves do mal.
O cristão é aquele que está no mundo, mas não pertence ao mundo, ou seja, ele participa da estrutura caída, corrompida, corrupta, pois não se conforma com elas.
O grupo dos crentes em Jesus, a comunidade, vive uma relação diferente com as estruturas do mundo. Continua no mundo, mas não é do mundo. É de Deus. Ela tem que ficar no mundo, é aqui que deve provar a sua fé.
Isto significa que o cristão não precisa das coisas do mundo? Que ele as rejeita? Abstém-se delas? Não é bem assim! O discípulo de Cristo está no mundo, vê, ouve e come aqui na Terra, veste roupas do mundo, mas não permite que isto determine sua conduta, seus pensamentos, suas ideologias…, pois quem determina sua vida é o mandamento do amor. Por isso, o mundo o odeia, pois o mundo tem dificuldade em aceitar o mandamento. Amai-vos uns aos outros como vos amei.

Mas como estar no mundo e não ser do mundo?
1º não participar dos esquemas corruptos desse mundo;
2º não se conformar com o mundo, mas testemunhar a verdade, para que as estruturas malignas do mundo sejam transformadas;
3º Sermos um, como Jesus é um no Pai, (v11) para que o mundo perceba o amor, o carinho, a misericórdia da igreja, pois somente o amor pode transformar.
            Que Deus nos abençoe!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pai perdoai os, pois não sabe o que fazem.


Esta pequena meditação foi realizada em uma Sexta-feira da Paixão, no Ofício de Trevas Diocesano
         Jesus no momento mais difícil de sua vida, em meio à dor, sofrimento, angústia, solidão, encontra em sua vida lugar para o perdão, pois olha para aqueles que estão ali e clama pela graça divina sobre suas vidas. Jesus sabia por vários motivos, o quanto era difícil enxergar a dimensão de seus erros.
         Nós também enfrentamos as injúrias do mundo e a crueldade das pessoas, porém deixamos a raiva e ódio nascer em nossos corações, não permitamos que isto aconteça, perdoemos.
         Você talvez me pergunte: como fazer isso? Amar, perdoar é uma escolha racional, assim como uma questão de saúde, pois a falta de perdão gera uma série de doenças: gastrite, músculo enrijecidos.
Hoje com nossos corações, repletos da graça de Deus escolhamos, assim como Jesus, perdoar aquelas que nos machucam e amar a todas as pessoas. Amém.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Felicidade é dos que são felizes

Paróquia do cristo salvador – Mauá
Homília – Dia de todos os santos
01 de novembro de 2006 – oração vespertina

 Primeira Leitura: Apocalipse 7.2-4; 9-14.
Segunda Leitura: II Coríntios
Salmo 128
Evangelho: São Mateus 5


Você conhece alguém pobre financeiramente, mas feliz? Ou doente, mas que demonstra uma grande felicidade?
Quando eu era pastor metodista em Atibaia, eu visitava periodicamente uma senhora muito doente com a intenção de consolar, mas saia daquela casa consolado por causa da sua felicidade.
Será que somos realmente felizes quando baseamos nossa felicidade em bens materiais? Muitas vezes ouvimos: “- fulano deve ser muito feliz, ganhou na loteria”, mas raramente ouvimos “- Fulano é feliz, pois está prestando um serviço a alguém”. Qual das duas é mais apreciada pela sociedade em que vivemos?
A televisão e a propaganda apresentam a felicidade como ter um carro X e uma televisão y.
E a felicidade apresentada por Jesus parece ser completamente diferente de tudo o que se costuma dizer e pensar sobre a felicidade. Parece que Jesus coloca o mundo de cabeça para baixo. Não só aqui no sermão do monte, mas em outros lugares:

- Feliz de quem chora;
- Feliz de que sofre;
- Feliz de que apanha.

Jesus afirma: Felizes são os pobres de Espírito, porque deles é o Reino de Deus.
Existem dois tipos de pobreza. Segundo o teólogo latino americano, Gustavo Gutierrez: A pobreza como necessidade, miséria ou marginalização, essa deve ser considerada um escândalo, um mal, porém também existe a pobreza espiritual, essa deve ser uma qualidade dos filhos de Deus, pois nos tornamos frágeis diante de Deus, aberto ao seu carinho e amor!
Nesse tipo de pobreza, o ser humano não vive de suas ideias ou ideais, das suas posições e dos seus interesses, mas pergunta pela vontade de Deus para cumpri-la. Nessa pobreza o ser humano procura sair de suas ideologias para entrar no Espírito Santo.
Só resta perguntar de modo sério:
De que maneira estamos procurando a felicidade? Será que estamos no caminho certo, se não! O quer devemos mudar para entrar no caminho correto.