segunda-feira, 13 de junho de 2011

Piedade Anglicana



Dom Luiz O. P. Prado, sub-prior da Congregação de Oblatos Anglicanos de São Bento -OASB e membro da Câmara dos Bispos da IEAB.

"Portanto, santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Guardai os meus mandamentos, e cumpri-os: Eu sou o Senhor que vos santifico". Levítico 20:7-8

A piedade Anglicana é uma das marcas que herdamos da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. É um carisma derivado da Encarnação de Deus em nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, sendo Católica, a piedade Anglicana é uma espiritualidade encarnada. Vivemos como povo do Sacramento dos santos mistérios do Corpo e Sangue do Senhor. Igreja Eucarística, ela nutre e desenvolve em seus filhos um viver atento - de escuta, obediência e resposta. Reconstituímos em nós o ideal anglicano do "viver e morrer santamente", em meio ao que há de mais crucial neste mundo humano, individualista, injusto e violento.

A Igreja não resulta de "atividades". Sua motivação primeira não a de ser "humanitária". Ela é anunciadora e a guardadora da revelação de Deus. Mãe e Mestra, vive e trabalha com os santos mistérios de Deus. Não somos "imago Dei" porque temos carne e sangue! Antes, recebemos em nós a "faísca" divina, o poder do uso da razão, a capacidade de escolha e o dom do amor. Todos, de uma ou de outra forma, refletimos algo de Deus. Por Ele fomos criados para uma vida de comunhão, com Ele mesmo e uns com os outros.

Pelos olhos da fé, olhamos para o Senhor e antevemos o que o ser humano pode ser - o que Deus espera sempre de nós. Ao mesmo tempo contemplando o Cristo, discernirmos os traços do rosto do Pai. É aí que a Fé Cristã fica sozinha. Central é, para nós, a certeza de que Deus se fez homem. Em Cristo vemos o que Deus oferece à humanidade - e o que a humanidade pode esperar de Deus.

Sem uma firme convicção na santa Encarnação de Deus, e na consequente vida sacramental da Igreja, não pode haver verdadeira paz, justiça, saúde, integridade da Criação, esperança e boa vontade entre os seres humanos. Não temos, como cristãos, andado o caminho todo. Não temos pronunciado "Creio" com total convicção. O ato da fé é dom de Deus, pelo qual precisamos rezar e pedir. O "ethos" litúrgico anglicano, nutrido e discipulado pelo Livro de Oração Comum, é nossa fonte mais eficaz para uma fé adulta, santa e contemporânea.

"Nada há que santifique tanto o coração, que nos guarde em amor, oração e alegria habitual em Deus; nada que seja capaz de aniquilar as raízes do mal em nossa natureza, que renove e aperfeiçoe tanto as nossas virtudes, que nos encha de tanto amor, bondade e caridade para com todas as criaturas - como esta fé de que Deus está sempre presente em nós, com Sua luz e seu Santo Espírito". William Law, teólogo ascético anglicano (1686-1761

domingo, 27 de março de 2011

Bons motivos para contribuir com o dízimo


1. Dízimo: reconhecer que tudo é de Deus
Tudo o que somos e temos tem um único dono: Deus. Nós apenas administramos o que Dele recebemos (Gn 1.26-28). Contribuir com o dízimo é uma atitude de amor de quem é grato a Deus. Contribuir com o dízimo é devolver a Deus uma pequena parte do muito que Ele nos dá.

2. O dízimo é bíblico
Contribuir com o dízimo é cumprir o preceito bíblico de viver o amor, a generosidade com os irmãos. Não foi a Igreja que inventou o dízimo. Ele é a reposta do homem e da mulher à bondade e à misericórdia de Deus.

3. O dízimo é um ato de amor: aproxima-nos de Deus
Contribuir com o dízimo é um ato de consciente devolução a Deus, feito em espírito de fé. É entrega, não só de dinheiro ou de bens, e sim da própria vida, com suas alegrias e tristezas, decepções e esperanças, derrotas e vitórias. O dízimo se torna, deste modo, uma oração, um ato de Amor a que agrada a Deus, tornando-se para nós uma fonte de bênção.

4. O dízimo é partilha que vence o egoísmo
O amor, a fraternidade, a generosidade e a partilha, são encontradas na Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Contribuir com o dízimo é abrir o coração e a vida, partilhando livremente, com alegria, o que se tem, mesmo quando se tem pouco. Só quem é generoso dá o dízimo. O egoísta, por enxergar apenas a si mesmo, não sabe ser grato, nem conhece o valor e a alegria da partilha.

5. O dízimo não é esmola: é dever de justiça
Quem contribui com o dízimo não da um favor à Igreja. Está, sim, assumindo o seu lugar na comunidade, como membro vivo e responsável.

6. Pelo dízimo ajudamos à Igreja em sua missão evangelizadora
Quem oferta o dízimo, torna-se evangelizador, mesmo que não possa ou não saiba pregar. O ato com o dízimo por si é um ato evangelizador.

7. Dízimo ajuda a formar a comunidade
Contribuir com o dízimo é solidarizar-se com os demais membros da comunidade e com as demais Paróquias da Diocese.
O dízimo cria a comunhão fraterna na Família de Deus, Deus é nosso Pai e nós somos os filhos. Somos uma família e todos unidos estamos ligados à comunidade, que é a Igreja de Jesus. Isto é missão, e a Dimensão Missionária é uma das dimensões em que o dízimo busca (Nm 18.20-32; I Co 9.4-14). Nessa dimensão missionária estão o Bispado, Seminários além dos gastos para a evangelização dos missionários, bispos, sacerdotes, leigos, etc. Conforme os dons recebidos de Deus.

8. Dízimo: Celebração da vida e da fé
Contribuir com o dízimo é ajudar a manter e cuidar da Igreja, a casa de oração da comunidade (Ne 10.33-40). É com o dinheiro do dízimo que se adquire os vasos sagrados, velas do altar, as flores, vinho, hóstias, livros, Bíblias, sons, folhetos litúrgicos, gastos para manutenção e organização da Igreja (luz, água, telefone, funcionários, etc.) e tudo mais que é necessário para celebrar o culto a Deus.

9 Todas as pastorais dependem do dízimo
O dízimo é uma pastoral. A catequese, a formação dos jovens, a preparação dos agentes de pastoral, coordenadores e líderes comunitários, as diversas atividades que desenvolvem os dons e os colocam a serviço de Deus e dos irmãos, dependem dos recursos materiais. O dízimo é quem fornece estes recursos. O dízimo ajuda a construir a Igreja viva.

10. É do dízimo que os sacerdotes, diáconos retiram o seu sustento
Contribuir com o dízimo é auxiliar no sustento dos ministros ordenados para o serviço à comunidade.
Comunidade consciente é a que se preocupa com os seus sacerdotes, diáconos. Eles têm o direito de receber um salário digno (Lc 10.7; I Co 9.13-14; I Tm 5.17).

11. Pelo dízimo, os pobres são assistidos e promovidos
Trata-se da dimensão Social do Dízimo (Dt 14.22-29; Dt 26.12-15; Mt 25.31-46)
Contribuir com o dízimo é colocar-se à disposição dos mais pobres, vendo neles o próprio Jesus. Em cada comunidade uma parte do dízimo deve ser destinada em favor dos mais carentes. Eles têm direito ao nosso amor e à nossa solidariedade. Aqui está o trabalho da promoção humana.
(Adaptado – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Diocese de Santo André – ICAR).
Imagem: http://www.paroquiasantaritadecassia.org/anuncio/index.php/2009/06/10-boas-razoes-para-tornar-se-um-dizimista/

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Terceira Vela do Advento

Oficiante: Acendemos hoje a terceira vela do Advento e, com ela, lembramos a luz de Deus que brilha em nossas vidas.
Povo: O povo que andava nas trevas viu grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma Luz brilhou sobre eles (Isaías 9.1)

Sodalício do altar


O zelar pelo altar do Senhor, tem que ser considerado como um privilégio e um ministério de toda a pessoa que se sinta chamada pelo Espírito Santo a oferecer seus talentos ao serviço do Senhor num espírito de disciplina, piedade e cooperação.
Comumentemente o Sodalício do Altar é exercido pelas mulheres da igreja, mas pode-se realizado por ambos os sexos sem distinção.
É um privilégio porque se pode arranjar, cuidar, limpar os linhos e vasos sagrados, arrumar a casa do Senhor para prestarmos culto que lhe é devido.
É um ministério porque o responsável pode preparar o altar que é a Mesa de Deus sobre o qual é celebrada a Santa Eucaristia, mistério de Deus para a salvação de todos aqueles que dela participam.
Por isso é importante que o trabalho do zelador ou zeladora do altar, seja feito com devoção e respeito pelo lugar e objetos sagrados.
A oração forma o verdadeiro clima de reverencia e consagração pessoal, em que as atividades devem ser realizadas.
O Sodalício do Altar existe para auxiliar o Clero, portanto deve existir um clima de respeito e harmonia entre a opinião do pároco e os membros do sodalício, cabendo ao sodalício seguir sempre a orientação de seu pároco ou pároca.
Cada componente do Sodalício deve dedicar-se ao seu mister, como uma oferta a Deus, a quem somente se oferece o melhor que se possui. Na Casa de Deus são absolutamente essenciais o perfeito asseio e pontualidade, manifestações externas do espírito de lealdade e devoção.
O Sodalício do Altar deve procurar ser discreto, quase sem ser notado pela congregação, pois quanto mais modesto for um componente do sodalício, mais valioso será o seu trabalho.

Atribuições do Sodalício do Altar
• - Limpar e arranjar o altar.
• Preparar os linhos e vasos sagrados para a Comunhão.
• Mudar os antepêndios, conforme a cor litúrgica da quadra.
• Providenciar e arranjar as flores para ornamentação do Templo.
• Limpar os castiçais e arrumar as velas.
• Cuidar para não faltar os elementos para a Comunhão.
• Cuidar da limpeza e ordem da vestiária e da sacristia.
• Observar o calendário de atividade da paróquia durante o mês.
• Preparar a Pia Batismal na ocasião do Santo Batismo.


As Cores Litúrgicas
Os seguidores de nosso Senhor esforçam-se por viver como Ele deseja que vivamos. Um bom modo de pensar nele e nos seus ensinos é recordar essas coisas, fazendo que em certas ocasiões sejam recordados determinados fatos e, depois outros. Alguns, são episódios felizes, e assim usamos o branco para o nascimento e a ressurreição de Cristo. O vermelho é cor que evoca fogo e sangue e, por isso usamos essa cor para lembrar os santos que morreram em Cristo. Roxo é cor de arrependimento, e é usado pára recordar nossos pecados e que nos entristecem. Assim, temos as estações do ano cristão, elas seguem a vida de Cristo.

Estações no Ano Cristão
1. Advento: É a primeira estação, e anuncia a vinda de Cristo. São quatro domingos antes do natal.
Cor: Roxo: Significando penitência e preparação. (Ultimamente tem sido costume utilizar-se do azul)

2. Natal: É a segunda estação, quando comemora-se o nascimento de Cristo.
Cor: Branco: Significando alegria, festa.

3. Epifania: Relembra que Jesus veio para ajudar o mundo inteiro.
Cor: Branca na semana da Festa e verde no restante da estação.

4 Quaresma: Relembra que nosso Senhor jejuou 40 dias e 40 noites no deserto e foi tentado. Leva a fazer penitência, a jejuar, a entristecer com nossos pecados e a buscar um crescimento espiritual mais intenso.
Cor: Roxo, significando penitência e preparação.

5. Páscoa: É ocasião de júbilo, pois Cristo ressurgiu dentre os mortos.
Cor: Branco, significando alegria, festa.

6. Ascensão: Nos lembra que Jesus subiu para junto do Pai. Tem a duração de um domingo.
Cor: Branca, significando pureza

7. Pentecostes: Nos lembra a vida do Espírito Santo. Tem a duração de três dias.
Cor: Vermelho, significando as línguas de fogo.

Trindade: Nela recordamos e estudamos os ensinos de nosso Senhor. É a mais longa estação e tem a duração de 24 domingos.
Cor: Verde durante a quadra, mas branco no dia da festa.

Adaptado a partir de um folheto sobre sodalício do altar da UMEAB – s/d

Fonte Imagem:www.coroinhascst.com.br/images/altar.jpg

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ofício de Encomendação

Oficiante: Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
Povo: Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre. Amém.
Oficiante: Irmãos e irmãs, estamos aqui porque acreditamos na Palavra de Jesus que disse:
Todos: Aquele que acredita em mim, mesmo que esteja morto viverá.
Oficiante: E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente.
Todos: Amém.
Oficiante: Eu sei que o meu Redentor vive e que, ao final, se levantará sobre a terra. Depois Ele me ressuscitará e eu verei a Deus. Sim, eu mesmo o verei, os meus próprios olhos contemplarão a um amigo e não a um estranho.
Todos: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.
Oficiante: Nenhum de nós tem vida em si mesmo, e ninguém será o seu próprio senhor quando morrer. Se temos vida, é porque estamos vivos no Senhor, se morremos, morremos no Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor.
Todos: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.
Oficiante: Ó Deus, cujas misericórdias não podem ser contadas; aceita nossas orações em favor de teu (tua) filho (filha), ____________, que faleceu, e concede-lhe entrada ao teu reino de luz e alegria, na comunhão de teus santos; mediante Jesus Cristo nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e para sempre. Amém.

Liturgia da Palavra
Salmo 23
Oficiante: O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Todos: Faz-me repousar em pastos verdejantes; ao longo de tranqüilas águas me conduz.
Oficiante: Reanima minha alma; guia-me pelos caminhos da justiça, por amor de Seu nome.
Todos: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não recearei mal algum, porque Tu és comigo; teu cajado e teu bordão me confortam
Oficiante: Preparas uma mesa perante mim na presença de meus adversários; ungiste com óleo minha cabeça, meu cálice está transbordando.
Todos: \Só a bondade e a misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor para sempre.
Oficiante: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
Todos: Como era no princípio é agora e será sempre por todos os séculos. Amém.

Proclamação do Santo Evangelho
Santo Evangelho: São João 14.1-6
1 Jesus continuou dizendo: «Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. 2 Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. 3 E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. 4 E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.» 5 Tomé disse a Jesus: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?» 6 Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim

Oração dos Fiéis
Oficiante: O Senhor esteja convosco
Povo: Seja também contigo
Oficiante: Oremos
Todos: Pai nosso, que estás nos céus
Santificado seja o teu Nome
Venha o teu Reino
Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dá hoje
E perdoa-nos as nossas dívidas
Assim como nos também perdoamos aos nossos devedores
E não nos deixes cair em tentação
Mas livra-me do mal;
Pois teu é o Reino, o poder e a glória sempre. Amém.

Oficiante: Oremos por nossa irmã (irmão), a nosso Senhor Jesus Cristo que disse: “Eu sou a Ressurreição e a Vida”. Senhor, Tu consolaste Marta e Maria em sua aflição; vem para junto de nós que lamentamos a morte de __________, e enxuga as lágrimas dos que choram. Em Tua misericórdia.
Povo: Senhor, Ouve a nossa oração
Oficiante: Tu choraste junto ao túmulo de Lázaro, Teu amigo; consola-nos em nosso luto. Em Tua Misericórdia.
Povo: Senhor, Ouve a nossa oração.
Oficiante: Tu chamaste os mortos à vida; concede a Vida Eterna a nossa/a irmão/ã. Em Tua misericórdia.
Povo: Senhor, Ouve a nossa oração.
Oficiante: Pai de toda a humanidade, oramos por ___________, e por todos aqueles e aquelas a quem amamos, mas que já não vemos conosco. Concede-lhes descanso eterno.
Que a luz perpétua brilhe sobre eles. E que a Sua alma e as almas de todos os que partiram, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.
Povo: Amém.

Rito de Encomendação
Oficiante: Concede descanso, ó Cristo, a tua filho (teu filho), com os Teus santos.
Povo: Onde não há pranto, nem dor, nem gemidos, porém vida eterna.
Oficiante: Só Tu és imortal, criador e artífice da humanidade, e nós somos mortais, formados da terra, e a terra haveremos de retornar. Por isso, quando nos criastes, disseste: “Tu és pó, e ao pó voltarás”. Todos nós descemos ao pó; e sem dúvida, mesmo junto ao túmulo elevamos nosso canto de esperança.
Povo: Concede descanso, ó Cristo, a teu filho (filha) com Teus santos, onde não há pranto, nem dor, nem gemidos, porém vida eterna.
(aspergir-se-á água benta no corpo)
Oficiante: Em Tuas mãos, ó misericordioso Salvador, encomendamos tua filha (teu filho). Reconhece-a (o), humildes Te suplicamos, como ovelha de Teu próprio redil, como cordeiro de Teu próprio rebanho, como pecador que Tu redimiste, e entregamos seu corpo ao descanso. Recebe-o nos braços de Tua misericórdia, no bendito descanso da paz eterna, na gloriosa comunhão dos santos na luz. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Povo: Amém.
Oficiante: Descanse hoje em paz, e seja a tua morada no Paraíso de Deus, Em nome de Deus Pai, Onipotente que te criou. Em nome de Jesus Cristo que te redimiu. Em nome do Espírito Santo que te santifica. Amém.
Povo: Amém.
Oficiante: Dá-lhe, Senhor, descanso eterno
Povo: E brilhe sobre ele a luz perpétua.
Oficiante: Que sua alma e as almas de todos os fiéis que partiram, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.
Povo: Amém.

Porque o amor não morre
Queridos, não chorem.
Eu vou para o Senhor,
Vou esperá-los na glória.

Morro, mas meu amor não morre
Vou amá-los no céu
Como os amei na terra

Não se deixem abater pelo sofrimento.
Não olhem para a vida que acabo,
Mas para vida que começo.

Peço apenas que se lembrem de mim
Diante do altar de Deus
(Últimas palavras de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho)
(Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Paróquia de São João – Pinheiros – SP)

sábado, 27 de novembro de 2010

Marca de Amor

Um menino tinha uma cicatriz no rosto,
as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado,
na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:
Que não poderia tirar o menino do colégio,
e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula,
e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino,
a não ser que olhassem para trás.
O professor achou magnífica a idéia da diretoria,
sabia que os alunos não olhariam mais para trás.
Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio,
com uma condição:
Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula,
para dizer o por quê daquela CICATRIZ.
A turma concordou,
e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
- Sabe turma eu entendo vocês,
na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:
- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora,
eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silencio atenta a tudo .
O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.
-... Foi aí que não sei como,
a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...
Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar,
pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama.
Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali,
não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:
- " Minha filhinha está lá dentro!"
Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava,
mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...
Foi aí que decidi.
Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.
Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa.
Havia muita fumaça, estava muito quente,
mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.
Eu sabia o quarto em que ela estava.
Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...
Neste momento vi caindo alguma coisa,
então me joguei em cima dela para protegê-la,
e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou:
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.
Vários alunos choravam,
sem saberem o que dizerem ou fazerem,
mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Primeira Vela do Advento


ORAÇÃO
Oficiante: Acendemos, Senhor, esta luz, como aquele que acende sua lâmpada para sair, de noite, ao encontro do amigo que se aproxima.
Todos: Nesta primeira semana de Advento queremos levantar-nos para Vos esperarmos preparados, para Vos receber com alegria.
Oficiante: Muitas sombras nos envolvem, muitas situações nos adormecem.
Todos: Queremos estar despertos e vigilantes, porque Vós nos trazeis a luz mais clara, a paz mais profunda, a alegria mais verdadeira.